Consagração do Pr.José Guerra

Posted on 07 junho 2010 by cedric

Desde o início da Igreja Universal em Moçambi­que, que vem contando com a participa­ção de fiéis que acreditaram, sendo o caso do Doutor José Guerra que vem trabalhando há 18 anos para que a IURD esteja como está hoje.
Segundo o bispo João Lei­te líder espiritual no país, é uma responsabilidade muito grande se consagrar alguém a pastor, pois a bíblia diz que “Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar;
Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de tor­pe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento;
Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?);
Não neófi­to, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do dia­bo.
Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo.
Os diáconos sejam maridos de uma só mulher, e governem bem a seus filhos e suas pró­prias casas”.

E todas estas qualidades encontramos no Doutor José Guerra, que sempre demons­trou o carácter, amor pela igreja.
A consagração é necessária para o crescimento da igreja, a partir de hoje o Pastor passará a ter uma unção diferente que lhe permitirá continuar com a obra de Deus contribuindo para o desenvolvimento de Moçambique.

Em Julho de 1992, com toda a minha família, parti para a Índia.
Durante um mês, procuramos iniciar o trabalho da Igreja Uni­versal; no entanto, não obtivemos êxito.
Retornamos ao Brasil e, dessa vez, parti em direcção à África, deixando minha fa­mília em São Paulo.
Ainda no Brasil, eu contactei um pastor, de nome Chagas, já estabelecido em Johannesburgo, África do Sul, que se prontificou a me esperar no aeroporto.
Assim que desembarquei, nos encon­tramos, conversamos por alguns instantes e, logo em seguida, ele me deixou em um pequeno hotel, próximo ao aeroporto, chamado “Fórmula 1”, onde não havia restaurante, nada para comer. Andei pelas redondezas e nada encontrei.
Um peque­no detalhe: eu não falava palavra alguma em inglês.
No dia seguinte, o pastor Chagas re­tornou e me levou até uma igreja em Bez Valley, onde, até algumas semanas antes, ele fazia cultos regularmente.
Após me mostrar o lugar, as condições, os bancos e o som, ele me perguntou se eu gostaria de alugar o imóvel com tudo o que estava dentro e começar imediatamente o traba­lho na África do Sul.
Embora o local fosse pequeno, era bem organizado. Isso pare­cia um sonho para mim, pois eu havia acabado de chegar e tudo já estava pron­to.
Mesmo parecen­do bom demais para ser verdade, aceitei imediatamente.
Te­lefonei para o Bispo Macedo, que ficou bastaste animado e prometeu-me enviar, nos próximos dias, um pastor norte-americano chamado David.
Alguns dias de­pois, já com a famí­lia e com o pastor David, nós começamos a trabalhar.
En­tão, descobri que o local onde a Igreja estava localizada parecia um verdadeiro deserto. Ninguém passava na rua e as pes­soas, a maioria branca, não saíam de casa.
Mesmo assim, começamos a evangelizar de porta em porta.
Lembro de várias ve­zes ficarmos na porta da Igreja e, quando avistávamos uma pessoa ainda ao longe, nossa expectativa era que ela estava aten­dendo ao nosso convite. Porém, a maioria passava directo.
Descobrimos, então, que o pastor Chagas havia desistido daquele lugar para trabalhar em La Rochelle, onde havia uma grande concentração de por­tugueses.
Não nos abatemos. Continua­mos o trabalho e, após algumas semanas, colocamos testemunhos com o endereço da Igreja em um jornal português.
A partir daí, pessoas chegavam de todas as partes.
Lembro-me de um domingo pela manhã quando um carro estacionou e nele esta­va o Dr.José Guerra e toda sua família, que, por sinal, permanecem na IURD de Maputo até hoje.
Eles foram através do testemunho no jornal.
A Igreja em Bez Valley estava se de­senvolvendo, já tínhamos reuniões com todos os lugares ocupados. Mas sabía­mos que a África é um continente negro.
Em uma ocasião, por convite do Dr.José Guerra, fomos a Maputo, em Moçambi­que. Era o maior cinema da cidade e lá realizamos uma Concentração de Fé para mais de 3 mil pessoas.
Algo ficou marca­do nessa reunião: no momento da ora­ção, precisamos parar, pois parecia que a maioria estava manifestada com de­mônios.
Para ajudar aquelas pessoas, só havia eu, um pastor e nossas respectivas esposas.
Observei, então, que o Dr. Guer­ra estava gravando o culto. Imediatamen­te, virei para a câmera e fiz um apelo para que quem assistisse ao vídeo no Brasil fosse tocado para lutar em favor daquelas almas.
O interessante é que até hoje eu encontro pastores, na época obreiros, que foram tocados e tomaram a decisão de servir a Deus naquele momento.
Outro facto importante foi em relação ao dízi­mo. Os envelopes não foram suficientes e ninguém queria ir embora sem eles.
Ha­via uma sede naquelas pessoas de fazer o que estava sendo ensinado.
Voltando à África do Sul, decidimos que trabalharíamos com os negros.
Con­versamos com o Pr.Chagas, o proprietá­rio da nossa Igreja em Bez Valley. Falamos do nosso desejo de iniciar esse trabalho no Soweto.
Para nossa surpresa, ele disse que isso seria a pior coisa que poderíamos fazer, que nem deveríamos pensar em ir para lá, o maior bairro negro do mundo.
Segundo ele, tratava-se de um lugar sem lei, muito perigoso e que uma pessoa da igreja dele havia sido esfaqueada, simples­mente porque era branca.
Recordo-me de que quando comentei isso com o Bispo Macedo, ouvi que estas palavras eram um gran­de sinal do que Deus queria fazer naquele lugar.
Partimos para lá eu e o Pr.David (norte-america­no, branco, louro de olhos claros).
Daquele mo­mento em diante, o Espírito Santo realmente abriu as portas. Imediatamente encontramos uma garagem de tratores e caminhões, a maior construção daquele local na época, que havia acabado de fechar. Alugamos o imóvel e, após algumas modificações, inauguramos a Igreja.
O primeiro pastor foi o David, o norte-americano branco.
Durante as reuniões, as pessoas admi­radas alisavam os cabelos de Tody, filho dele.
Aquela experiência era nova para elas: gente branca dentro do Soweto.
O trabalho cresceu, as pessoas perceberam que a Igreja Universal era diferente, que estávamos ali realmente para ajudá-las e levá-las ao Reino de Deus.
Hoje, no So­weto está a maior e mais bonita catedral do mundo.
Fomos em frente e inauguramos a Igreja. Esta enchia tanto que as paredes ficavam molhadas.
Um dia, o Bispo Ma­cedo, após uma reunião em uma de suas visitas à África, passou em frente a uma igreja Anglicana, que trabalhava só para os brancos, e ficou revoltado. Disse para Deus que não aceitava a multidão no calor do subsolo enquanto aquela cons­trução em frente estava vazia.
Aquilo era uma afronta para o povo de Deus.
Com­pramos o local e construímos uma gran­de catedral para aproximadamente 2 mil pessoas, que hoje precisou ser demolida para a construção de uma catedral muito maior.

Por Bispo Gonçalves

8 Comments For This Post

  1. Teles Says:

    Nao tenho palavras para dizer, mais é uma benção Deus ter permitido chegar a igreja aqui na africa

  2. Pr Adriano de Assis Says:

    Gostaria de parabenlizar o Pr. Guerra, que conheci em 1997 e dizer que ganha a Obra de Deus com mais um pastor consagrado. Deus abençoe.
    Pr. Adriano de Assis

  3. PR MAURO RIBEIRO Says:

    OLHA NO MEU PONTO DE VISTA, QUERO DIZER QUE NAO A PALAVRA DE TAO GLORIPSO E ESTE TRABALHO, VEJA QUE AONDE NAO AVIA LUZ, BRILHOU O NOME DE JESUS…10 PARA JESUS, 0 PARA o diabo…MUITO FORTE!!! ATE APROXIMA PORTA ABERTA???

  4. pr zucula Says:

    A grandeza de Deus e vista atravez dos testemunhos e milagres, mas o homem de Deus nao se preocupa em aparecer, mas em gerar filhos para Deus. Forca Doutor que para nos es um exemplo a seguir. Chegaste primeiro a Igreja, e trouxeste o evangelho para nos sem te importares com a posicao.

  5. PR. ROGÉRIO DA CRUZ Says:

    DEUS FOI, É, E SEMPRE SERÁ FIEL PARA COM AQUELES QUE O AMA. CONHECI O DR. GUERRA EM 1994 QUANDO A MINHA CHEGADA EM MAPUTO, CAPITAL DE MOÇAMBIQUE, E TRABALHAMOS JUNTOS POR 5 ANOS NA MONTAGEM DA RÁDIO E TV MIRAMAR, E COM PRAZER.
    SÓ TENHO A DIZER QUE SINTO-ME MUITO FELIZ POR ESTA CONSAGRAÇÃO, A UM SERVO DEDICADO E FIEL PARA COM A OBRA DO NOSSO DEUS.
    QUE DEUS CONTINUE LHE ABENÇOANDO GRANDEMENTE EM TUDO PR. JOSÉ GUERRA, E QUE SEJAM TAMBEM ABENÇOADOS OS FRUTOS DO TRABALHO DE SUAS MÃOS.
    FIQUE COM DEUS.

  6. Atis da Gloria Says:

    Deus é Pai por isso Ele nunca abandonará os seus filhos e muito menos a quem lhe serve de alma e espirito.Mas sim o exaltará para Gloria do seu Santo Nome.Que Deus abençoe o Pastor Guerra e a sua familia.

  7. Chimene Says:

    Que Deus abencoe o trabalho da IURD em Africa e que cresca a cada momento.
    Muita Luz irmaos

  8. Mauro Rocha Says:

    Que Deus abenoe grandemente o Pr José Guerra, trabalhei em África do Sul e trabalhamos juntos para organização do jornal Folha UNiversal de Moçambique, fico muito feliz com a notícia e continuamos o trabalho e orando por todos daqui do Rio de Janeiro.

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