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Bebé de dois anos fuma 40 cigarros por dia

Posted on 28 julho 2010 by cedric

Agora com dois anos de idade o garotinho chamado Ardi Riza, da Indonésia, tornou-se viciado quando tinha apenas dezoito me­ses. Devido ao fumo o estado de saúde do menino não é bom, como as outras crian­ças da mesma idade.

A mãe do bebé fumante disse que seu filho está muito viciado e no caso de ele não encontrar nenhum cigarro para fumar, então fica com raiva e começa a gritar e bate com sua cabeça na parede.

Foi o pai, que trabalha como peixeiro, quem ofere­ceu a primeira tragada de cigarro para o filho quando tinha um ano e oito meses, ele disse que não vê problemas no cigarro.

Porém, depois da repercussão internacional sobre o caso, a mãe de Aldi Rizal, de 26 anos, se encon­trou em Jacarta com Seto Mulyadi, presidente da Comissão Nacional da Indonésia para a Proteção da Criança. De acordo com o porta voz da Indonésia, a família procu­rou ajuda para que o filho receba um tratamento adequado.
Entre­tanto, o motivo não é a saúde do garoto, mas o dinheiro gasto com o vício, que chega a 2 maços por dia.

Diana afirmou que o filho chega a bater a cabeça na parede, gritar, ter enjôos e vômitos quan­do é proibido de fumar. Moham­med não vê problemas no vício do filho. “Ele me parece saudável. Já sabe fumar como um adulto, aprendeu a soltar anéis de fumaça e soprar fumaça pelo na­riz”, diz, orgulhoso.

O pneumologista Osvaldo Sabino afirma que a crise de abstinên­cia é mais incontrolável em crianças do que em adultos. É provável que ele fique internado e que seu tratamento dure mais tempo do que o de um adulto tabagista.

Na Indonésia o acto de crianças fumarem é aceito culturalmente, porém tem trazido sérios proble­mas de saúde pública. Houve um aumento de 400% no número de crianças fumantes no país, entre 2001 e 2007.
Nem as mães enten­dem que estão envenenando seus filhos. Um porta voz da Indonésia afirmou que o país está discutindo medidas antitabagistas.

Uma em cada quatro crianças já teve contato com o cigarro.

Em Portugal, há um vilarejo em que as crianças também fu­mam, por causa de uma tradição.
Há muitos anos que a aldeia de Vale de Salgueiro, Mirandela, é conhecida por uma tradição que divide opiniões sobre as possíveis consequências futuras.
Na noite do dia 5 de Janeiro, as crianças são incentivadas pelos familiares a fu­mar cigarros.

“Nessa noite, são os familiares que compram os maços de tabaco para dar aos garotos”, explica Ro­ger Lopes, o presidente da Junta de Freguesia.

Ninguém sabe ao certo como e quando começou esta estranha tradição, nem tão pouco o que ela possa significar.

“Sei que se trata de uma festa secular porque os mais idosos já não se lembram de quando terá começado, mas falou-se em tem­pos que os mais jovens fumavam para simbolizar a emancipação”, acrescenta o autarca.

TABACO NA INFÂNCIA

Não é apenas o acto de fumar ativamente, como no caso do ga­roto indonésio que consome 40 cigarros por dia, que afeta a saúde da criança.
O fumo passivo, ou seja, o con­tato com a fumaça do produto de forma indireta, por causa da mãe ou do pai, por exemplo, também pode ser bastante prejudicial para a formação física e intelectual da criança.

De acordo com dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), em filhos recém-nascidos de mães fumantes de 40 a 60 cigarros por dia, observa-se acidentes mais graves como palidez, cianose, ta­quicardia e crises de parada respi­ratória, logo após a mamada.
Pessoas com sete anos de ida­de nascidas de mães que fumaram dez ou mais cigarros por dia du­rante a gestação apresentam atraso no aprendizado quando compara­das a outras crianças: observou-se atraso de três meses para a habili­dade geral, de quatro meses para a leitura e cinco meses para a mate­mática. E quanto maior o número de fumantes no domicílio, maior o percentual de infecções respira­tórias, chegando a 50% nas que vivem com mais de dois fumantes em casa.

Segundo o pneumologista José Miguel Chatkin, membro da Comissão de Tabagismo da Socie­dade Brasileira de Pneumologia, a mãe que fumou durante a gra­videz ou que fuma depois de a criança nascer, mesmo que não ao lado do filho, prejudica seu desen­volvimento como um todo, atra­palhando o rendimento escolar.

- Os filhos de mães fumantes durante a gravidez ou logo no início da vida da criança têm o de­senvolvimento escolar mais baixo e média de QI menor. Isso porque a nicotina e outras substâncias do cigarro produzem vasoconstrição, ou seja, o fluxo de sangue que vai ao cérebro diminui e isso afeta o desenvolvimento do sistema ner­voso central, alterando o desen­volvimento neuropsicomotor. Por isso ela demora mais até para an­dar.

Entre as crianças que fumam, o risco desta alteração é ainda maior, segundo o especialista.

1 Comments For This Post

  1. Fernando Buacala Says:

    Gostei bastante do site e que é mais uma valia para Moçambique e que gostaria que isso fosse para senmpre. Eu sou um crente da IURD na Beira.

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