Os membros da igreja de LaVey eram ligados a Hollywood e o próprio sarcedote fez o papel de diabo no filme “O Bebé de Rosemary” (1968), do cineasta Roman Polanski. Em 1969 ele lançou o blasfemo “A Bíblia Satânica”, o primeiro de uma série maligna.
Os mandamentos do satanismo pregam convicções egoístas e hedonistas. “Satã representa todos os ditos pecados que levam à gratificação física, mental e emocional”, diz um deles. Mas os rituais são conhecidos por sacrifícios de animais – comum em alguns cultos de religiões afro-brasileiras – e até de humanos. Celebridades das mais variadas estirpes são hora ou outra vinculadas ao diabo. Retratado na biografia “O Mago”, do jornalista Fernando Morais, o escritor Paulo Coelho, que já vendeu 100 milhões de livros no mundo, se deixou seduzir por práticas ocultistas na juventude. De acordo com a biografia, o encontro do escritor brasileiro com o demónio aconteceu em 25 de maio de 1974 e a motivação seria a busca pelo sucesso.
Referindo-se ao demónio, Paulo Coelho escreveu no próprio diário: “Senti que você vinha fechando o círculo à minha volta, e sei que você é mais forte que eu. Você tem mais interesse em comprar minha alma do que eu em vendê-la”. Quando ocorre o
suposto encontro, Coelho vive um pesadelo traduzido por odores, barulhos e sensações de terror. Paulo Coelho foi parceiro musical de Raul Seixas, falecido em 1989, e ambos foram influenciados pelo satanista inglês Alester Crowley, falecido em 1947, uma das figuras mais controversas do século passado. Na canção “Sociedade Alternativa”, assinada por Coelho e Seixas, eles lembram um dos ensinamentos do bruxo Crowley:
“Faz o que tu queres, pois é tudo da lei”, um mantra que prega a liberdade total, sem limites pelo prazer. Para se ter uma ideia de como Crowley era estimado por roqueiros, ele aparece na capa do disco “Sargent Peppers”, dos Beatles.
O rock é um campo frutífero para relações com o demónio. A banda inglesa Rolling Stones tem, entre os sucessos, a canção “Simpathy for the devil” (condolências com o demónio), um disco baptizado de “Their Satanic Majesties Request” (A Serviço de
Sua Majestade Satânica), além de lançarem um outro álbum, “Voodoo Lounge”, com referências ao vodu e magia negra. Mais claro, impossível. Muito antes porém destes roqueiros acusados de satanistas fazerem sucesso, um artista da década de 30 é famoso até hoje por uma história de um pacto com o diabo que se tornou uma lenda americana. Robert Johnson deixou apenas 40 canções fundamentais para o blues moderno. Cantor, e sem reconhecimento, se tornou popular subitamente ao exibir uma habilidade espantosa e única de tocar violão e gravar uma canção chamada “Me and The Devil Blues” (Eu e o diabo blues). A explicação seria um acordo com o diabo em troca do sucesso feito numa encruzilhada do Mississippi, nos Estados Unidos. Mas Johnson não viveu para saborear a fama. Morreu aos 27 anos, depois de passar três dias em coma, supostamente envenenado por um marido traído.
E COMO VENCER ESSA MALDIÇÃO? Na Igreja Universal do Reino de Deus, é realizado um trabalho voltado para a quebra de maldições, todas as terças e sextas-feiras.
