O que se passa com pessoas que matam ou torturam friamente outras pessoas ou até mesmo membros da sua própria casa?
Belo, elegante, perfumado, de luvas brancas e assobiando árias da ópera Tosca, de Puccini, o médico alemão Josef Mengele seleccionava as cobaias humanas para suas atrozes experiências científicas com um leve toque de seu chicote de cavaleiro na ponta de uma das botas do eleito. A cena se repetia na rampa do campo de concentração de Birkenau, no complexo de Auschwitz, na Polónia, durante a Segunda Guerra Mundial.
O “Anjo da Morte”, como ficou conhecido, venerava as sinfonias de Beethoven, adorava cães, apreciava torta de maçã e tratava a todos com extrema polidez.
Com meticulosidade, registava em um bloco pequenos incidentes da vida quotidiana: pias entupidas, aspiradores estragados ou panes de electricidade enquanto enviava milhares de prisioneiros para os fornos crematórios e as câmeras de gás, anotava em seu diário eventuais males de que sofria, como dores de cabeça, reumatismos ou diarreias.
Com cinismo exacerbado, total ausência de afecto e fanatismo científico, Josef Mengele foi um típico exemplo de criminoso perverso. Seu fim é conhecido.
Com a derrota nazista, fugiu para a América do Sul, morreu sob nome falso em 1979, na praia de Bertioga, litoral norte de São Paulo, no Brasil, e foi finalmente identificado em 1992, graças a testes feitos após a exumação de seu cadáver.
CASO DA PROCURADORA VERA LÚCIA
Os contos de fadas, cujos heróis enfrentam bruxas malvadas e lobos maus, inevitavelmente acabam bem. São uma forma de as
crianças encararem e exorcizarem seus medos e angústias, dizem os psicanalistas.
Mas, há milhares de meninos e meninas que descobrem, desde muito cedo, que bruxas malvadas e lobos maus podem existir de verdade – e, pior, habitar a casa onde eles moram.
A procuradora aposentada Vera Lúcia de Sant’Anna Gomes, de 66 anos, é uma dessas bruxas malvadas de carne e osso.
Presa, ela se entregou à polícia depois de passar oito dias foragida, acusada de torturar com frieza e fúria uma menina de 2 anos que estava sob sua guarda.
Na semana passada, Vera Lúcia falou a VEJA.
Estava vestida com o uniforme das presidiárias – blusa branca de malha, calça azul e chinelos de dedo, tinha o cabelo pintado de loiro em desalinho e as unhas cor de vinho.
Com os olhos fixos e a voz exaltada, ela negou a série de maus-tratos de que é acusada de infligir a T.E., a menina que estava prestes a adoptar – mas assumiu sem nenhum fio de remorso a humilhação a que submeteu a criança.
“Chamei a garota de cachorra mesmo”, afirmou. E acrescentou: “Mas chamar alguém de cachorro não é ofensa.
Os cães são mais amigos e leais do que muito ser humano por aí”.
Durante os 29 dias em que a pequena T.E. ficou sob os seus cuidados provisórios (os papéis para formalizar a adopção estavam correndo na Justiça), a procuradora a manteve trancafiada em um quarto. T.E., afirmam testemunhas, era alvo de xingamentos constantes e recebeu tantas surras que mal conseguia abrir os olhos, de tão inchados.
Foi nesse estado que representantes do conselho tutelar a encontraram quando foram à casa de Vera Lúcia, movidos por uma denúncia anónima T.E. passou três dias no hospital para tratar dos ferimentos.
Hoje, de volta ao abrigo de menores onde vivia, ela pouco come e quase não fala.
Quando um estranho chega perto, assusta-se e foge.
O que faz alguém ser capaz de cometer tamanha brutalidade?
E, sobretudo, o que faz alguém capaz de tal brutalidade querer adoptar uma criança?
A monstruosidade da procuradora é identificada por especialistas como típica dos psicopatas.
Eles são capazes de entender intelectualmente a diferença entre o bem e o mal, mas não demonstram ter aquelas emoções que estão na base do senso moral das pessoas – como ilustra o caso de Vera Lúcia.
“Ela não se compadece da dor alheia, não dá sinais de arrependimento e parecia ter prazer em subjugar a menina”, afirma o psiquiatra Joel Birman.
Vários episódios na biografia da procuradora revelam essa agressividade.
Uma amiga da família de Vera Lúcia contou que, certa vez, recebeu a visita da mãe da procuradora, Maria de Lourdes, que viveu com a filha até morrer, em 2004.
Segundo essa amiga, Maria de Lourdes confidenciou-lhe que, quando se enfurecia, Vera Lúcia lhe dava “uns tapas”. “Fiquei em choque”, disse a mulher.
Presa há duas semanas depois de oito dias foragida, a procuradora aposentada Vera Lúcia de Sant’Anna Gomes passa os dias num espaço reservado a mais oito presidiárias, algumas acusadas de tráfico de drogas.
Com as mãos trémulas e elevando a voz em alguns momentos, ela deu a seguinte entrevista ao repórter Ronaldo Soares:
A senhora é acusada de torturar durante 29 dias a menina de 2 anos que pretendia adoptar. Isso é verdade?
De tudo aquilo de que estão me acusando, admito uma coisa: chamei a menina de cachorra mesmo.
No dia em que isso aconteceu, tínhamos uma consulta médica. Ela estava se recusando a comer e ainda por cima sujava a roupa toda de leite.
Aquilo foi me irritando profundamente e perdi a paciência. Mas discordo da maioria das pessoas que agora me condenam: para mim, chamar alguém de cachorro não é ofensa.
Se ocorresse com a senhora, como reagiria?
Dependeria da forma como a pessoa falasse. Pessoalmente, adoro cachorros.
Diria até que são animais mais amigos e leais do que muito ser humano por aí.
Tenho um cão poodle e dois gatos siameses, que crio como gente. Só que para bicho ninguém deixa herança.
O que a senhora quer dizer com isso?
Ganho muito bem como procuradora aposentada. Com tanta criança necessitada no mundo, pensei: ‘Quando morrer, por que deixar minha pensão para o estado?.
Foi por isso que decidi adoptar essa menininha.
Se a senhora diz que não a machucou, qual é a explicação para o estado em que ela se encontrava quando foi retirada de seu apartamento?
O ferimento na testa eu sei o que foi: dei à menina umas uvas sem caroço, que ela espalhou pela casa toda e acabou se esborrachando.
Meu apartamento tem chão de mármore e muito tapete persa – é fácil de escorregar.
Mas o tombo provocou só um machucadinho de nada. Já estava sarando.
E os hematomas espalhados por todo o corpo dela?
A única coisa que eu sei é que fui à manicure, à tarde, e a deixei bem, em casa. Quando voltei, foi aquela surpresa:
o conselheiro tutelar já a havia levado embora. Soube depois que ela estava toda arrebentada.
Também gostaria de saber quem fez isso com aquela criança.
A senhora tem algum palpite?
Talvez tenha sido uma conspiração para tirá-la da minha casa.
Veja esse conselheiro que foi ao meu apartamento para levar a menina embora… O rapaz é protestante e eu não.
Prefiro jogar tarô.
No conselho tutelar, teve gente espalhando que eu frequento seitas satânicas, uma mentira.
Será que querem me prejudicar?
Se for, é bom que saibam: a cadeia dói. Meu lugar não é aqui.
A senhora ainda pensa em adoptar uma criança?
Acho que não mais.
Meu sonho era ter adoptado três, para formar a família que nunca tive.
Adoro crianças. Não faria sentido nenhum torturar uma menina que cuidaria de mim na velhice, certo?
Só se eu fosse louca.
Pais matando filhos
O que mais podemos esperar?
Uma denúncia anónima revelou um crime chocante.
Um bebé de 2 meses foi levado para o Hospital já sem vida, com traumatismo craniano.
O agressor, segundo as investigações, foi o pai do menino, que deu um soco na cabeça do bebé porque ficou irritado com o choro da
criança.
O laudo constatou traumatismo craniano, com afundamento do lado direito da cabeça.
Os pais foram ouvidos na Esquadra e durante depoimento, Marcelo da Conceição Brito, 22 anos, confessou que ficou irritado com o choro do filho durante a madrugada e deu um soco na cabeça do bebé.
O que está acontecer com a família e o amor e a estima entre os familiares?
Mês passado, pai e filho foram encontrados mortos a tiros dentro de um apartamento.
Renato Ventura Ribeiro, advogado e professor, de 39 anos, é suspeito de ter matado seu filho, Luís Renato, de 5 anos, e ter tirado a própria vida.
O motivo dos crimes seria a perda da guarda da criança para a mãe, dias antes.
Outro caso foi o de Flávia Costa Hahn, 60 anos, que assassinou o filho, Tobias Lee Manfred Hahn, 24, com dois tiros.
A ex-secretária executiva de uma multinacional alemã estava desempregada há quatro anos e enfrentava um problema familiar: o rapaz era usuário de drogas.
Para a polícia, Flávia contou que cometeu o crime para se defender, já que ele teria tentado matá-la por estar sob efeitos de drogas.
Ela supostamente discutiu intensamente com o filho, que teria pego uma faca para tentar matá-la.
De acordo com Flávia, ela então correu e pegou uma arma para se defender, disparando duas vezes contra o filho.
O pai, o engenheiro alemão aposentado Manfred Oto Hugo Hahn, 75 anos, tentou apaziguar o desentendimento entre Flávia e Tobias, mas não conseguiu e a tragédia se concretizou.
De acordo com a família, a vítima tinha histórico de discussão com os pais e uso de drogas.
Esses são apenas três exemplos de pais que matam os próprios filhos. Os casos se multiplicam.
O que está acontecer com as nossas famílias?
Falta de Jesus, de fé nEle para superar os problemas?
O facto é que a família foi criada por Deus. Ela é a base de tudo: educação, amor, compreensão, tolerância e crescimento como ser humano.
Mas para que haja uma plena harmonia, é preciso entender que o Senhor tem que estar no centro de tudo.
A Palavra de Deus diz que o diabo veio para matar, roubar e destruir e a família é um de seus alvos. Seu prazer é ver os lares destruídos: brigas constantes, casais separados, filhos nas drogas, na prostituição, pais matando filhos, filhos matando pais.
Estes, inclusive, são alguns dos sinais dos tempos descritos na Bíblia.
Para famílias que não vivem em paz e harmonia, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) realiza uma reunião especial todos os Domingos.
Nesses encontros, O Bispo ora, dá conselhos, transmite ensinamentos bíblicos e ajudam a manutenção de um lar feliz e harmónico.
Através destes encontros, muitos lares têm sido restaurados.
São inúmeros os testemunhos de pessoas que reencontraram a felicidade no lar depois de assistirem às reuniões na IURD. Você que tem uma família bem estruturada também deve participar, para que esta estrutura venha cada vez mais a ser fortalecida.